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Observando a postura de tiro pode-se determinar o caráter do arqueiro

"ditado Coreano"

 

 

O arco árabe, persa e turco

 

O arco árabe

 

De tapetes persas e em miniaturas indianas sabemos da existência da arte de tiro com arco dos povos muçulmanos, que possuía um grande prestigio e posição na cultura muçulmana e árabe, mas que permaneceu até os dias atuais desconhecido pela maioria das pessoas.

Durante o reinado Osmânico existiam castas especiais só de arqueiros, castas especializadas na fabricação de flechas, de pontas de flechas, de empenar as flechas, de fabricar os arcos, e assim por diante, igual à Inglaterra da idade média. 

Agora o mais fascinante era que esta arte era até praticada em conventos e monastérios e treinados desde a infância numa área atrás dos monastérios ou templos religiosos. É uma arte que foi até apoiada pelo profeta Mohamed. 

Até os sultão praticavam este esporte e tinha a fama de serem verdadeiros mestres nesta arte, comparáveis ás lendas dos samurais e dos arqueiros Ingleses.

Ser um arqueiro não era somente religiosamente favorável como também era honroso. E esta honra se manteve até os dias atuais, mesmo num tempo onde o arco deixou de ser uma arma militarmente relevante.

Um arco feito de chifre de antílope não armado, cuja potência podia ser superior a 120 libras, como podemos ver, o arco desarmado toma a forma de um C.

 

 

O arco persa

 

 

Os persas usavam arcos compósito tipo recurvo feitos de vários tipos diferentes de amterias incluindo o chifre de antílopes ou búfalo com vários tipos de madeira e reinforçado com tendão das patas de gado.Os arcos eram de pequeno tamanho que possibilitava serem usados tanto á cavalo como á pé.

As flechas eram feitas de caniço ou junco com três penas e pontas de bronze. As flechars eram relativamente leves e suas pontas eram mais adequadas para penetrar armaduras leves de couro do que propriamente dito as armaduras de ferro, escudou ou as malha de ferro.
A corda era puxada usando o dedão e o dedo indicador (parecido á técnica usada pelos coreanos e japoneses). este era o método usado pelos povos que habitavam na região do mediterrâneo. Por não ser assim tão efetivo os arcos tinham na maioria calibragens menores impossibilitando às flechas a penetrarem as armaduras.
Os persas se especializaram em atirar a longa distancia muitas flechas em pouquíssimo tempo.

Dieneces, o spartano,  durante a batalha de Thermopolyae falou:
 

"Era tanto o numero de bárbaros que quando eles atiravam as flechas o céu escurecia por causa de sua quantidade." Dioneces, sem se assustar com estas palavras responde "Nossos amigos Trachinianos nos oferecem ótimas coisas. Se os Medes escurecem o sol, nós teremos a nossa luta na sombra." (Herodotus)


Esta história sobre escurecendo o céu significa que os persas estavam atirando a longa distancia uma enorme quantidade de flechas. Mesmo com a enormíssima quantidade de flechas os espartanos conseguiram se proteger bem com seus escudos grossos, e as leves flechas persas não conseguiam perfurar a armadura nem os escudos espartanos.
Disciplina e manter as fileiras unidas impediram o sucesso persa. Os persas preferiam ter arcos que atiravam longas distancias para poder transpor as altas muralhas das fortificações espartanas. Já na batalha de  Plataea, onde os persas estavam posicionados mais perto dos espartanos, os seus arcos tiveram um melhor desempenho.

Por a flechas persas serem bem mais leves, elas podiam voar maior distancia mas seu impacto era menor e assim o seu efeito de perfurar couraças e escudos era menos, o objetivo era ferir as partes expostas do corpo. A distancia média do alcance das flechas persas era de 800 metros.

A curta distancia os persas se tornavam verdadeiras máquinas mortais devido a sua habilidade com o arco, em atirar muitas flechas de cima de um cavalo em galope e certeiro.

Ao lado a moeda de prata amostra o rei estilizado de arqueiro com lança e arco. Foi com estas moedas que os persas pagavam o saldo de seus soldados e compravam aliados e reinados.

 

Xerxes gabou, "Eu irei conquistar a Grécia com meus arqueiros". Se tal arrogância foi intencional ou não, ela nunca aconteceu. Uma das razões foi que por volta de 490 AC, em  Laurion 25 milhas ao sul de Atenas foi encontrado uma mina de prata, e depois de persuasão por parte  Themistocles, os Atenianos usaram o dinheiro para construir a poderosa frota de navios que derrotou os persas na batalha de Salames em 480 AC.

 

 

 

Uma breve introdução ao arco turco

   

Por centenas de anos o arco foi um esporte praticado na Turquia e sempre foi uma parte central na religião islâmica. Não se sabe quando os primeiros arcos foram usados pelos cavaleiros turcos mas se pode afirmar que os hunos tiveram uma grande influência.

Os  mais velhos relatos escritos são do séc 7 por Oguz Turks. depois de Oguz se converter para o Islã o arco foi ainda mais propagado. Isso se deve ao fato de o profeta Mohamed ter sido um grande arqueiro e no alcorão ter dito que se pode ganhar dinheiro competindo com o arco, na corrida de cavalos e de camelos. E assim, entre outros direitos natos, era não só direito como dever ensinara a cada criança o manuseio do arco.

Mesmo já sendo realizadas competições durante o reino Otoamano, foi somente o sultão Mehmet II (1451-1481) quem primeiro implementou as primeiras regras. Imediatamente depois da conquista de Istambul o Ok Meydani (campo de tiro com arco), foi instalado no distrito de Kasimpasa ao norte do cabo dourado. Os sucessores de Mehmet aumentaram a escola adicionando mais complexos e montando campos iguais em outras cidades. O filho de Mehmet o sultão Bayezit II (1481-1512) garantiu privilégios especiais aos arqueiros e aos produtores de arco, implementando bazares e locais de venda de arco e assessórios, de tal forma que entre o sé 15 e 16 existia em Istambul mais de 500 construtores de arcos.  

A maioria dos sultão otomanos e seus subordinados foram grandes e notórios arqueiros. Kemankes Kara Mustafa Pasa (1592-1644) era de nascença um comerciante como o próprio nome indica. Quando ele virou o primeiro vizir ele decretou uma lei que ainda existe e que é a primeira lei existente que leva em consideração este esporte. Este documento foi preservado nos arquivos do museu de Topkapi. O documento menciona grandes arqueiros como Tozkoparan Ismail e Bursali Süca.

Os arcos tradicionais turcos eram arcos compósitos feitos de várias camadas de chifre, madeira e tendões possibilitando a tirar flechas muito longe chegando a 800 metros de distancia.

Atualmente a Turquia é uma das grandes nações do arqueirismo participando de todas as olimpíadas.