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O mundo é muito mais complexo do que podemos imaginar, por isso deveríamos observar cada momento que nem um neném.

 

Do

DO significa o caminho, a filosofia da vida.

Do é o caminho que todo aquele trilha par se encontrar com a consciência cósmica, Deu, ser Buda, adquirir Samadi, Satori, iluminar, realizar Deus em si.

Do é uma palavra muito abrangente que não só se aplica nas artes marciais, mas sendo uma palavra japonesa ela foi sempre interpretada junto às artes japonesas.

DO é para o Budo o que Yoga é para os Yogis. Yoga significa a união da alma (consciência) individual com a consciência cósmica. Yoga é uma palavra sanskritam. DO é o cominho espiritual que leva a mesma finalidade que o Yoga, só que escrito em japonês.

DO é Tao, que também significa caminho. Tao é mais que meramente o caminho, Tao é a essência da vida. É aquilo que não se consegue definir, que faz a vida ser vida. É o princípio de tudo que existe. E Te é a virtude, a postura necessária para trilhar esse caminho. Do é algo entre esses dois termos: TAO e TE.

DO é o caminho que quando trilhado leva a sabedoria. DO também é a sabedoria, pois quem trilha o caminho é sábio, pois se não fosse sábio não estaria trilhando o caminho.

 

Para esclarecer um pouco o que DO pode significar citei do meu livro: „O caminho do Tao, uma possível interpretação do Tao Te King":

 

 

41. O taoista

Quem vive de acordo com o Tao,

é um mestre bom.

Quem aceita (entende) o Tao parcialmente,

é um mestre médio.

Quem ri imensamente ao ouvir sobre o Tao,

é um mestre medíocre.

Pois, se não tivesse rido, não tinha de verdade ouvido sobre o Tao.

Pois:

‘‘Quem compreendeu o Tao, parece que nada entendeu,

quem caminha no Tao, parece andar para traz,

quem anda reto (correto) no Tao, parece ter se enganado.’’

O nobre parece ser vazio,

branco (puro) parece ser enegrecido,

um caráter firme parece vacilar,

simplicidade (valor puro) parece turvado,

espaço parece ter cantos,

pois, grandes talentos precisam de tempo para crescer,

o infinito não tem pontas,

o Tao está por detrás e é indefinível,

mas mesmo assim é o Tao,

que dá (cria) e completa.

 

Comentário:

Sabedoria muitas vezes não parece ser sabedoria. Heráclito fala que o próprio ser é o demônio dele mesmo.

Num consultório médico, cheio de gente, outrora pude presenciar um suspiro de sabedoria.

Entre as pessoas esperando tinha uma menininha e sua mãe. E ambas já estavam cansadas

de tanto esperar. Aí, de repente a menininha vira para a mãe e pergunta: ’’Mamãe, vamos brincar de escutar o ruído do silêncio.’’

A mãe um pouco constrangida e envergonhada pela aparente estupidez e ingenuidade de sua filhinha, fala para a criança: ‘’Amor, para com essa bobeira. Você não está vendo quanta gente adulta tem aqui dentro? O que é eles vão pensar de você se você fica insistindo em fazer tal besteira? Todo mundo bem sabe que o silêncio não tem ruído. Tudo bem amor?’’

A menininha ficou insistindo e bem alto respondeu: ‘‘Mas mãe, lógico que o silencio tem barulho. Ora. O ruído do silêncio você escuta nas florestas, no bater das palmas e do coração, no murmurar do riacho.’’

A mãe toda envergonhada e se desculpando por sua filhinha, pois ela era ainda bem jovem, manda ela se calar. A menina se calou, pois só no silencio é que ela pode escutar o ruído do silencio.E eu, por minha parte, desde esse dia, tento sempre de novo, escutar o ruído do silêncio, e uma coisa lhe posso falar, é um ruído maravilhoso.

Tentar descrever a sabedoria, não se consegue. O que nos é possível, é somente descrever os rastros que ela deixa.

Se você for tentar falar sobre o Tao com quem não o entende, este irá rir e achar que você está fazendo piadas ou está louco. O Tao não dá para se explicar. Quem entende o Tao, irá entender. E que não o entende não irá o entender. Isso não quer dizer: quem for mais desenvolvido irá entender e os primitivos não irão entender. Pois falar isso seria se achar precioso como jade.

O silencio, significa o silencio interno. Significa acalmar a mente para podermos ser capazes de captar o mundo a nossa volta. A maioria de nós anda pela vida com a mente ora toda pulando d pensamento para pensamento parecendo um macaco pulando de galho em galho, nunca parando, sempre inquieto. A mente cria os seus próprios problemas. Assim ela pode sempre manter a autonomia. A sociedade cria problemas, assim os regentes podem manter a autonomia.

Se formos praticar a meditação, a mente aprende a se acalmar, os problemas deixam de ser nutridos e começam a perder os seus poderes, e perdem a sua importância. Os problemas ficam pequenos e assim fáceis de se solver. A nossa mente fica calma e nós somos capazes de nos sentir e de sentir o mundo em que nós vivemos.

Um ditado budista fala: ‘’Acalmai a coração e esvaziais a mente para poder perdoar aonde se possa perdoar.’’

Somente com uma mente calma somo capazes de reconhecer a verdade e agir conforme o Tao, e isso se chama agir não agindo.

Confesso que é um caminho longo, árduo e difícil. Mas só por ser difícil nós não vamos deixar de trilhá-lo, ou? Imagina a dificuldade que um neném tem para aprender a andar? Quantas vezes ele (a) cai até ser capaz de dar o seu primeiro passo? Será que nós somos menos que um neném? E fora disso, para que reclamar da vida? Todos nós já fomos nenéns, e deveríamos ter suficientes práticas em tomar tombos.