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O mundo é muito mais complexo do que podemos imaginar, por isso deveríamos observar cada momento que nem um neném.

 

O GORIN-NO-SHO

Os cinco anéis

Esta é a obra prima de Miyamoto Musashi (1584 1645), o legendário samurai (roni) japonês que aos trinta anos de idade já tinha lutado 60 vezes e em todas vezes matado seus oponentes.

Se Miyamoto Musashi realmente escreveu este livro desta forma ou se o livro foi criado de textos separados escritos por ele, ninguém sabe. Mas isso não é importante. O importante é que nós temos hoje a oportunidade de poder ler o que ele escreveu.

Musashi nomeia o seu livro os cinco anéis. Os cinco anéis representam as cinco escolas que na época existiam, que por sua vez representavam os cinco elementos. Cada elemento representa um arquétipo, uma forma de pensar e agir.

A terra é mais sedentária e procura a estabilidade. Aqui ela representa a escola dele.

A água é mais flexível e fútil e representa a escola Niten-ichiryû.

O fogo é explosivo e agressivo e representa a escola Nitô de seu mestre.

O vento é veloz e irritado. Aqui ele critica as escolas que usam espadas muito longas.

E o vazio, o nada, a essência de todos os caminhos. Musashi denomina o vazio de: o caminho.

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Miamoto Musashi

 

Musashi fala que é importante conhecer todos os caminhos para poder entender o caminho dele. Ele fala que a escola dele não conhece o assim dito o começo e também não tem os assim ditos conhecimentos profundos e posturas secretas. O importante é que a mente e o espírito agem da forma certa e correta.

Musashi fala que ele ensina a seus alunos o que cada um é capaz de aprender no momento, ele trata cada aluno individualmente deixando cada um se desenvolver conforme sua própria natureza.

No livro da água Musashi nos fala que em todas as formas de Haitô o mais importante é manter sua postura também no dia a dia. O importante é que o samurai tenha a mesma postura no dia a dia como na batalha.

Manter a postura não significa fingir por um tempo uma postura, andar de um certo modo, imitar um astro de cinema ou seguir cegamente alguns ditados escritos. A postura é a filosofia de vida, a ética, o estado de consciência do samurai. E essa postura tem que ser sincera.

O meu objetivo não é traduzir a obra de Musashi e sim incentivar o leitor (a) a ler tal obra. È interessante notar a semelhança de pensamentos no Tao Te King, no Gorin-no-sho e no Tengu-geijutsu-ron. Em todos os três livros a base é o Wu Wei: o não ser. È só se esquecendo que se pode tornar o todo. E é através da meditação que adquirimos este estado. O treino de Kempo e de Kobujutsu (com armas) nos facilita entender, treinar e vivenciar este estado.