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Defender a sua integridade é preservar a sua dignidade

O primeiro e último adversário de um verdadeiro guerreiro é o seu próprio Ego

 

Algumas idéias pessoais:

 

O gui

Muitos fazem da roupa que usam uma filosofia e do cinto que carregam uma ordenança.

O gui, a roupa usada durante os treinos, era antigamente a roupa intima dos samurais. Ela era de cor branca, era o pijama deles. Esse pijama virou tradição e ornamento. Tem escolas que brigam pela cor de seus casacos, afirmando que tal cor é a cor tradicional de tal tempo, e assim por diante.

Tanto faz como o aluno está vestido e tanto faz a cor de sua roupa. Se alguém preferir usar um hakama, ótimo, se já tem um, para que comprar uma roupa nova. A única coisa que se deve prestar atenção é na consistência do casaco. Pois ele tem que ser grosso e resistente o suficiente para agüentar puxões bruscos. As cores podem ser preto, branco, azul, vermelho, verde, ou bege. São as cores avaliáveis no mercado.

Não é a cor do gui que vai fazer o aluno aprender mais ou menos.

 

A faixa

O cinto atualmente em muitos lugares virou ornamento de vaidade. Virou uma forma de medalha. Muitos depois de adquirirem o cinto preto param de treinar, como se já tivessem adquiridos o supremo conhecimento de Budo e Kempo.

Antigamente não existia esse negócio de faixa colorida e graduação. A faixa era meramente usada para segurar as calças e o casaco, e a cor, era conforme o gosto do usuário.

Por isso nos meus treinos teremos somente três faixas: uma faixa branca para todos os alunos (as), uma faixa azul para aqueles que sentirem a necessidade e ansiedade de possuírem uma outra cor, e por fim a faixa preta para destingir o professor dos alunos.

Para quem já possuir uma faixa preta em outro estilo, eu peço para usar mesmo assim a faixa branca. Eu assim fiz quando comecei a treinar com meu sensei.

A cor da faixa não vai fazer de você um melhor aluno.

As inúmeras faixas e cores, viraram moda e uma excelente forma de arrecadar dinheiro. Muitos justificam a existência de tantas faixas, dizendo que elas são importantes para incentivar o aluno a aprender e trinar. Eu não entendo isso. Se alguém quer aprender, não precisa de faixa. Se a cor da faixa vai-me fazer aprender mais, então por que não dar logo aquela cor em vez de tantas outras primeiro.

Faixas coloridas somente servem para aumentar a vaidade do aluno(a) e encher o bolso do professor e das associações. Infelizmente, até um certo ponto, temos que brincar essa brincadeira, mas que no meu olhar ela é bem radícola, ela é.

 

O sensei

Antigamente não existiam faixas nem graduações, e muito menos Dan. A faixa, a cor e a graduação não significam nada mais do que o tempo que uma determinada pessoa estaria treinando um determinado estilo, especialmente o Dan.

A partir da faixa preta, a cada dois anos se recebe um Dan. E daí!

É que nem o funcionário publico que foi promovido por estar a tanto tempo empregado. O Dan é um símbolo de vaidade, que os alunos, infelizmente, exigem de seus professoras para se sentirem superiores a outros alunos: „O meu professor tem o 8 Dan, viu. E o seu? Só o quarto? Então eu sou melhor do que você."

Se tempo fosse sinônimo de sabedoria, o mundo estaria repleto de sábios, e políticos seriam grandes sábios em vês de sabidos.

Antigamente o aluno recebia de seu mestre a responsabilidade e o dever de poder ensinar o que aprendeu, quando o mestre achar que tal aluno de fato aprendeu o que deveria aprender. Desta forma o aluno virava professor, com todas as responsabilidades e deveres que esse cargo traz com sigo. É uma grande honra para o aluno receber a autorização de poder ensinar o que lhe foi ensinado. Ser professor significa ser aluno mais do que nunca. Professor que deixou de aprender, é que nem defunto que esqueceu de deitar no caixão.

 

O treino

Agora, por favor, quando vocês vierem treinar, não vêm já vestidos com a roupa do treino. Antigamente, se treinava Kempo em sigilo. Eu sou obrigado a fazer propaganda e me expor para conseguir alunos, pois eu vivo disto.

Quando se é aluno, as maiorias das pessoas não devem saber que você pratica Kempo. Não se deve andar com uma camisa onde está escrito em letras grandes: ‘eu pratico Kempo’. Por isso, traga a roupa de treino numa sacola, se você tiver um cinto preto, não amostre a todo mundo, e depois do treino troque de roupa antes de deixar o local de treino.

Kempo é Budo, é uma filosofia de vida. No Kempo treinamos o não ser. E só na simplicidade é que conseguiremos realizar o não ser.

Eu sei que tudo isso parece estranho. Mas Kempo é autodefesa e não competição. Em Okinawa se praticava Kempo para se poder defender contra as agressões dos samurais e não para se exibir.

Todos nós gostamos de nos exibir de vez em quando, aparecer, gabar, ser o centro das atenções, o meão do universo. Isso é bem humano e até necessário. Mas se exiba usando os seus conhecimentos de Okinawan Goshinryu Kempo e o Tamashii Ryu Kempo.

O treino é uma forma de meditação, uma possibilidade de esquecer por um tempo o cotidiano, se próprio esquecer. Quem vem no treino para fazer cara bonita, está desperdiçando o seu tempo.

 

A escola

Ryu significa escola. Portanto, Tamashii Ryu significa a escola Tamashii. E cada escola representa o sistema pessoal de um determinado mestre.

Escola significa caminho (Do), por isso temos o Karate Do, o caminho da luta de mãos livres; o Aikido, o caminho da harmonização da energia e do corpo. Nós poderíamos até falar em o caminho do Kempo. Do é o caminho, a forma de pensar, a peculiaridade, a personalidade, a individualidade daquele que trilha este caminho. Do é uma forma de arquétipo. E conseqüentemente você irá encontrar várias pessoas trilhando diferentes caminhos. Uns preferem o kickboxen, outros o aikido, outros o Jiu-jitsu e outros o Kempo. Cada um desses ‘Do’ representam uma forma de pensar e ver o mundo. E como os seres humanos são por natureza diferentes, iremos também ter caminhos diferentes.

O importante é que nós não nos apegamos a um determinado caminho pensando que tal é o único e valido caminho. Não existe „o melhor caminho", somente existe o caminho que é certo para você neste momento. Não é a escola que irá fazer de você o lutador invencível. É você que irá fazer o sistema funcionar.

O Tamashii Ryu que eu ensino é diferente ao Tamashii Ryu que meu sensei, Soke Daí Tamashii Ryu Heinz Köhnen ensina, pelo simples fato da minha personalidade ser diferente da dele. Eu irei incorporar as minhas experiências e vivencias ao que aprendi dele e ao que eu entendi do que ele me ensinou. É a minha personalidade, meu caráter, arquétipo, genética, físico, vivencia, passado, herança, que vão determinar o que eu vou passar a diante. E os meus alunos, se um dia forem ensinar o que aprenderam, com certeza, o Tamashii Ryu que eles forem ensinar não será idêntico com o Tamashii Ryu ensinado por Soke Köhnen ou por um aluno de Soke Köhnen.

Nós não somos cópias nem clones dos nossos professores e mestres. Nós somos seres com individualidade, opinião e vida própria. Se formos passar meramente o que decoramos, não seriamos nada mais do que simples robôs. Portanto, desta forma, todo estilo, por mais perfeito e completo ele for, muda durante os tempos, e isso é vida. Querer prender um estilo numa moldura pré-feita e inalterável é estagnação e morte. O morto não muda. Só o que é vivo transmuta, muda, transforma, e neste interminável processo de mudanças, cresce.

E de tempo em tempo, surge um aluno(a) mais capaz do que os outros, mais capaz de viver sua própria individualidade, de integrar melhor o que aprendeu a sua personalidade, sintetizando e modificando o que aprendeu de tal forma que outros de repente reconhecem no que este aluno

está fazendo, um novo estilo, uma nova direção, uma nova escola. E aí surge um novo estilo com um novo nome, e todo mundo elitário, bate palmas, você ouve tantos ahas, ohos, e você estranha tanta reverencia para algo que não é nada mais do que o antigo, só interpretado por uma pessoa diferente.

Os princípios são em todos os sistemas os mesmos, pois nós seres humos somos anatomicamente todos iguais no mundo inteiro. O que varia é a forma de expressar esses princípios conforme o caráter, personalidade e individualidade de cada um. A vaidade é que nos fás denominar estas diferentes formas de expressão, de estilos e escolas; a nossa falta de autoconfiança e a necessidade de necessitarmos de fazer parte de algo especial, faz com que criamos os grandes mestres. Pois, muitos infelizmente pensam: „Se eu sou aluno de um grande mestre, então eu sou um grande aluno." „Se eu compro tal produto usado por tal pessoa famosa, então eu também serei especial." E assim por diante. Se nós aprendermos a nos desfazer destas muletas, destas muralhas de apoio, aí nós começamos a viver e a sermos nós mesmos(as). E neste processo de viver, reconhecemos que no fundo, tudo é uma e a mesma coisa.

 

As seqüências

As seqüências são denominadas no Karate e no Kempo de Katas.

Kata significa fortaleza. E cada fortaleza tem seus pontos fortes e seus pontos fracos. O objetivo de treinar katas é fortalecer o corpo, aumentar a coordenação, treinar movimentos e melhorar a concentração.

Treinar uma kata não significa treinar aplicações. Para isso o kata não foi criado. Pois, cada movimento tem uma inúmera quantidade de aplicações que seriam impossíveis de serem treinadas num kata. A aplicação do movimento depende do agressor, de como ele (a) ataca, com que força, do seu estado emocional, do dia, da época, dos elementos regentes. Por isso não se deve meramente decorar os katas e fazer deles um dogma, como se o estilo inteiro fosse meramente o kata. Se fizermos isso, Kempo vira meramente mais uma forma de dança, de expressão corporal.

O que determina o Kempo não são as seqüências, e sim, o entendimento dos princípios de seus movimentos. Por isso nós praticamos katas de vários estilos para podermos aprender de um o que não estamos no momento conseguindo aprender do outro. Por isso treinar seqüências é importante.

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Aulas nos sábados

Fora do treino normal eu estou oferecendo um treino especial todo segundo sábado do mês. O treino durará em média de cinco a seis horas e tem como objetivo treinar intensamente tudo aquilo que não dá para treinar durante as aluas normais. Conforme a disponibilidade, o local de treino poderá mudar, já que eu no momento dependo de salas alugadas para oferecer os meus cursos.

 

As armas

Armas podem ser tudo, um garfo, uma colher, um lápis, etc. é a sua compreensão dos princípios que vão determinar a arma, é a sua personalidade que vai determinar a arma. A arte no Kempo é descobrir a si mesmo, é descobrir a sua verdadeira personalidade e essência. As armas, o uso delas, e em especial se elas forem de verdade, afiadas e pesadas, aguçam a sua mente e proporcionam a você a crescer e a se esquecer. O treino com aramas é uma forma de mergulhar no mundo desconhecido de sua personalidade, subconsciente, e individualidade.

A arma não é nada mais do que o prolongamento do braço. A arma tem que virar parte de você e não aparte. Você e arma tem que virar uma unidade, como se Lea fosse um membro seu, um dedo.

O atacante armado tem que ser visto como um todo e não a arma separadamente do atacante. Você não pode se defender contra a arma e esquecer o portador ou se defender contra o portador e esquecer a arma. O atacante armado é uma unidade e você se defende da unidade. Você armado, é uma unidade e ataca como unidade.

A arma é algo que se usa, um meio para um propósito e não o propósito. Por isso ao usar uma arma nunca se apegue a ela como se ela fosse o essencial.

 

A espada

A espada é a alma do guerreiro. A espada determina o espírito de quem a usa. Por isso é muito importante cada um achar a sua própria espada, a forma e o peso de sua própria espada. Não existem formas predeterminadas, não exista a melhor forma ou a forma certa. Pois, cada ser humano é diferente e conseqüentemente cada um terá a sua própria espada.

Uma espada não deve ser emprestada. Muitas vezes se possui várias espadas ou se tem que procurar por muito tempo até achar a sua própria espada e uma vez achada não se deve empresta-la, amostra-la, exibi-la com um pedaço de gado.

Porque na realidade não importa com que espada você treina. É você quem determina a espada e não o contrário.

A mesma coisa vale para o estilo. É você quem determina o estilo de luta e não o estilo que vai determinar você. Se você deixar o estilo determinar a sua personalidade você vira meramente uma cópia.

 

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