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Observando a postura de tiro pode-se determinar o caráter do arqueiro

"ditado Coreano"

 

 

 

 

Os arcos dos húngaros

 

 

A história dos cavaleiros das estepes

 

 

 

 

 

 

As estepes é a área da Ásia central que se estende desde a latitude de 20° à 120° . As culturas predominantes eram os povos nômades que ao percorrer da história sempre se uniram em grupos maiores e se alastraram pela Europa inteira. Seu meio principal de locomoção era o cavalo e sua técnica era o tiro com arco de cima de um cavalo.

Atirar do cavalo com um arco é a mais velha forma de guerrear usando um arco e a mais eficaz, como amostraram os inúmeros exemplos ao longo da história. Independentemente dos povos, os Séqüitos, hunos, tártaros e os mongóis predominaram por muito tempo os campos e batalha, mesmo contra os cavaleiros europeus armados com armaduras de ferro. O ainda atual medo e receio perante o islã no ocidente provem da época onde cavalaria leve osmania, os Akinci, assolavam a Europa e nunca tomavam reféns nem presos e sim matavam os presos. A arma principal era o arco compósito osmanio que a curta distancia conseguia perfurar as armaduras européias.

A história dos cavaleiros das estepes

  1. O Estribo foi introduzido no ocidente pelos Squitos e Samaritanos no séc 1 DC. Os góticos conseguiram consideráveis vitórias sobre os romanos com sua cavalaria por terem contatos comerciais com os povos na Rússia e aprenderam o uso do estribo dos povos das estepes. Somente em  590 DC, é que o imperador Maurício I escreveu sobre a arte de guerra do góticos e a importância do estribo.

  2. Os hunos: seus cavalos conseguiam cavalgar sem intervalo a uma velocidade de 20 Km por hora e 120 km por dia. Suas táticas de atacar e imediatamente recuar, as inúmeras flechas que conseguiam atira cavalgando foi mesmo para os cavaleiros góticos de mais.

  3. Belisar, comandante da cavalaria bizantina, influenciado pelos góticos, montou em 520 uma tropa de elite  de cavalaria pesada armadas com lanças, dardos e arcos.  Como era preciso usar ambas as mãos para atirar com o arco, os soldados usavam os estribos para se manter no cavalo e controlar o cavalo com os joelhos. Aprendendo ainda mais algumas técnicas dos povos das estepes, ele conseguiu com sucesso derrotar as invasões dos góticos e vândalos contra o império romano. 

  4. No começo da idade média, a área bizantina foi invadida por povos muçulmanos vindo do sudoeste. Estes povos tiveram considerável sucesso com seus cavalos pequenos mas rápidos e flexíveis. Os cavaleiros usavam o arco ou a lança como arma e estavam trajados com protetores de canela, capacete e malhas de ferro. Em Yarmuk derrotaram as tropas de Heráclito e assim tomaram rapidamente a bizantina, a África do Norte, a Espanha e nos meados do séc 11 tomaram a Ásia menor por completo.

  5. Impressionante sãos as façanhas dos francos sob o comando Karl dem Großen (Carlos o grande), ele travou inconstantemente guerra contra os povos á sua volta: os langobardos, os saxões, os espanhóis, os povos bizantinos no sul da Itália, os servos, os britânicos frísios. Com a criação da cavalaria pesada ele obteve bons resultados contra a cavalaria leve dos povos das estepes e povos muçulmanos tornando tal cavalaria o remédio europeu por muitos anos contra tais invasões.

  6. Enquanto que as batalhas de Karl der Große ainda foram religiosamente motivadas, não se pode afirmar das inúmeras incursões durante a idade média de cavaleiros ocidentais na Ásia. Salahuddin Ajubi, um muçulmano devoto, conseguiu em 1187 em Hattin derrotar os cavaleiros das cruzadas sob o comando de  Guy des Lusignan e assim tomar controlo do oriente por completo. Aqui ele usou a cavalaria leve dos sarracenos bombardeando incansavelmente os cavaleiros das cruzadas. 70 camelos carregados de flechas mantinham os arqueiros com flechas. Depois da batalha os muçulmanos se apoderaram da verdadeira cruz de Cristo.

  7. Uma grande perigo para os territórios islâmicos foram as invasões mongóis, que chegaram na Europa somente até suas fronteiras do leste. Dschingis Khan era um perito no combate com cavalaria, ele liderava seus 200000 (duzentos mil) homens, usando as táticas de fuga com excelência e assim derrotando as forças islâmicas. As táticas consistiam em enganar o inimigo fazendo um ataque esporádico seguido imediatamente de uma fuga que podia durar vários dias, fazendo com que o inimigo o perseguisse pensando que ele estivesse fugindo, e quando menos espera o inimigo se encontrava numa cilada bem orquestrada e mortal (fatal), já que os mongóis nunca faziam reféns. Os mongóis usavam uma malha de ferro por cima de panos de seda. esta armadura eficaz contras as setas islâmicas era também maleável e leve suficiente para os soldados se moverem com uma certa facilidade (uma malha de ferro da idade média pesava em média 10 a 20 kg). Como armas eles suavam os famosos arcos compósitos feitos de madeira e chifre de animal (antílope ou boi) trazidos da China junto com a pólvora que era usada para facilitar a fuga e criar confusão entre os inimigos.

  8. Os cavaleiros osmanicos aperfeiçoaram a técnica de atirar o arco em cima do cavalo. Tanto os Spahis, a cavalaria osmanica de elite, como os Acini, a cavalaria leve usavam os arcos compósitos osmanicos que tinham a capacidade de atirara até 900 metros de distancia. Somente com o surgimento da arma de fogo é que o arco perdeu seu lugar na cavalaria. As flechas eram bem leves e assim não tinham tanta força de perfuração como as flechas dos arco inglês, mas seu alcance era extraordinário.

  9. Atualmente, somente no Japão é que ainda existe uma tradição viva da arte tradicional de tiro com arco de cima de um cavalo, os chamados Yabusame. E desde mais ou menos 20 anos, também está sendo revitalizado na Hungria a velha arte de tiro com arco de um cavalo da tradição Magyara, sob a tutela e o incansável esforço de Lajos Kassai, em especial na área.

As técnicas de atirar de um cavalo amostradas por Lajos Kassai

 

  

 

O percurso de competição