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O mundo é muito mais complexo do que podemos imaginar, por isso deveríamos observar cada momento que nem um neném.

 

Livros escritos por 

sensei Christian Haensell

 

O Caminho do TAO

289 páginas, pela editora LGE, lançado em 4 de Abril de 2003

Os Orixá

550 páginas, pela editora LGE, lançamento no começo de 2004

Uma comparação entre religiões: cristianismo, hinduismo, sufismo e xamanismo

 

 

Da introdução do livro:

Este livro tem como objetivo, incentivar você a procurar as suas próprias soluções e a se embrenhar nesta experiência única que chamamos de viver (o caminho do coração) e a desvendar este maravilhoso mistério, que chamamos de vida.

Este livro tem também como objetivo incentivar você a criar a sua própria obra, a sua própria interpretação. Ache a sua própria interpretação do mundo, ache o seu próprio caminho do coração, não copie, porque você é único(a).

‘‘É muito bonito ler o Tao Te King. Mas só lê-lo, é desperdício de tempo. É muito bonito falar sobre Kempo, mas não praticá-lo, é desperdício de tempo. Filosofar sobre o que está escrito no Tao Te King é que nem o erudito, que muitos conhecimentos tem, mas pouco sabe.

Ao ler o To Te King você vai encontrar textos sobre a sabedoria interna. Textos parecidos aos textos budistas e hindus. Você vai encontrar textos que parecem se repetir. E você vai encontrar textos que ensinam como se deve governar adequadamente um povo. Acima nós lemos que os mestres sufis dizem que existem sete níveis como você pode interpretar um texto. Pois bem, os textos que foram escritos parecendo uma diretiva como governar direito um povo, podem também ser interpretados com ensinamentos para governar direito a si mesmo.

Lao Tse pertence ao grupo de pessoas que tinham como objetivo esclarecer-nos. Ele pertence ao grupo dos ilustres filósofos como al Rumi, Tagore, Nietzsche, Heraklit, Sócrates, Spinoza, Buda, e muitos mais. Uns mais iluminados do que outros, mas todos um objetivo comum: eles(as) nos tentaram e tentam despertar do nosso sono milenar, nos acordar e fazer de nós seres inteiros.

 

Um dos versos com comentários:

 

1. O Tao

O Tao que é apontado,

não é o verdadeiro Tao.

Os nomes que podem ser expressos,

não são os verdadeiros nomes.

O que não se consegue expressar (o eterno)

dá origem ao céu e a terra,

e é denominado: a criadora de toda a existência.

Por isso:

Somente quem não deseja, fica consciente de seus segredos.

Aquele que se apega á vida (emocionalmente),

somente enxerga a sua aparência.

Ambos são um só,

mas ao se manifestarem,

recebem nomes diferentes.

O fato de serem um,

é o mistério dos mistérios,

é a essência dos segredos da vida.

 

Comentário:

O mistério dos mistérios, o ser um, seria o que no Yoga é denominado de consciência cósmica, o divino em nós, o Atma. O mistério dos mistérios não seria só reconhecer, mas se identificar com a consciência cósmica em nós, transcender o mundo ilusório e reconhecer Deus, Olorum ou a consciência cósmica em todas as manifestações do universo. No capítulo doze da Bhagavad Gita podemos ler o que se entende por: ‘desapego da vida’.

XII/13. Aquele que não agitar (influencia) o mundo e ao mesmo tempo não é tocado (influenciado) pelas agitações do mundo, quem for livre de alegria, inveja, medo e preocupações - este eu adoro.

Bhagavad Gita

-

Para facilitar um pouco a compreensão deste verso, gostaria de apresentar um pequeno exercício:

Você pega um pedaço de papel branco e no meio você desenha ou cola um ponto redondinho preto de uns 3 a 4 cm de diâmetro. Você pendura ou prega esse papel numa parede a altura de seus olhos e se sente confortavelmente em frente dele sem encostar as costas. Você olha o ponto preto, sem piscar os olhos (é difícil, mas tente), e se concentra nele. Depois de ter fixado o ponto por um certo tempo, feixe os olhos e tente visualizar o ponto, não pensando em mais nada a não ser no ponto. Se pensamentos o incomodarem, deixa-os passarem como se fossem nuvens passageiras, e volte a se concentrar no ponto preto. No começo você irá ter dificuldades em manter os olhos e a mente fixada no ponto. Mas com o passar do tempo e exercitando, você irá notar que a concentração irá ficar cada vez mais fácil e mais longa.

Existe muito sobre qual se poderia falar e escrever, os temas são inúmeros. A escolha do tema certo não é fácil. Nós poderíamos lamentar sobre e acusar a ignorância e estupidez humana. Nós poderíamos declarar e proclamar a acreditada solução para a salvação da humanidade. De fato, nós poderíamos falar e escrever sobre inúmeros temas e tentar convencer os outros que nós

estamos trilhando o único e possível caminho certo para a humanidade, comunicar e declarar a única e absoluta verdade.

Se comunicar, é de fato, uma das maiores necessidades que um ser humano tem. Falar sobre suas idéia, ideais, angustias, sofrimentos, sonhos, desejos e alegrias. Uns falam e outros escrevem. Escrevem romances, novelas, aventuras e histórias, expressando assim suas idéias e ideais em forma de palavras escritas, se comunicando e compartilhando com o leito, o seu mundo. Escrever e falar é uma forma de terapia, uma terapia muito necessária. Todos nós deveríamos nos comunicar, nos expressar.

Ao comunicarmos nunca devemos esquecer que nós estamos somente comunicando, trocando pensamentos e idéias. Na verdade, nós estamos nos próprio tratando.

Se eu achar a verdade, nunca deverei esquecer que essa verdade é minha, que ela somente é válida para mim e não necessariamente válida para a humanidade inteira. Eu nunca devo a impor (forçar) em cima de uma outra pessoa, e sim, devo simplesmente a comunicar, a compartilhar com o meu próximo.

Uma árvore de maçã oferece suas fruta e a sua sombra a todo passante ou peregrino que estiver com fome ou cansado. Ela não obriga ninguém a comer as suas frutas ou a se descansar debaixo de sua sombra, ela simplesmente oferece.

Qualquer comunicado, tanto escrito como falado deveria prevalecer um comunicado, uma mensagem e não um dogma que obriga outros a segui-lo. É que nem com a macieira. Para a macieira é irrelevante o que o peregrino faz com a maçã. Se ele a comer ou a rejeitar é somente problema dele.

É muito difícil aceitar a liberdade do outro, especialmente quando se pensa acreditar o que é certo para o outro. Não é fácil aceitar a individualidade do outro, o fato dele ver o mundo do seu jeito, especialmente quando o outro é uma pessoa querida. E por fim, não é fácil aceitar que o outro também muda, e da forma como ele muda, suas idéias e ideais mudam, nos obrigando a nós nos mudarmos e a aceitarmos, com cada mudança, de novo, o outro, agora mudado com seus novos ideais e idéias, gostos e pensamentos.

A manifestação daquilo que denominamos de incompreensível, é múltipla. Se identificar com essa multiplicidade, lao Tse denomina de: enxergar somente a aparência (a superfície).